segunda-feira, 30 de abril de 2012

PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO




Umas das principais tarefas do Administrador é a realização do planejamento financeiro da empresa. Somente através de um bom planejamento será possível a realização de uma gestão eficaz. A empresa que não planeja suas atividades corre o risco de ser surpreendida por dificuldade que podem levá-la a falência. Uma empresa sem planejamento é o mesmo que um avião sem plano de vôo, pois fica sujeita a se perder ou até mesmo acarretar um acidente (falência).
A realização de planejamento se faz necessária em todos os setores da empresa, mas principalmente nas atividades da área financeira.

Como observa Ross (1995):

“O planejamento financeiro determina as diretrizes de mudança numa empresa. É necessário porque faz com que sejam estabelecidas as metas da empresa para motivar a organização e gerar marcos de referência para a avaliação de desempenho, as decisões de investimento e financiamento da empresa não são independentes, sendo necessário identificar sua interação, e num mundo incerto à empresa deve esperar mudanças de condições, bem como surpresas.”

O planejamento financeiro conduz a administração da empresa a acompanhar as diretrizes de mudanças e as rever quando se fizer necessário, além de auxiliar a empresa a alcançar as metas estabelecidas.
Através do planejamento o administrador pode visualizar com certa antecedência as possibilidades de investimentos, o grau de endividamento e o montante de dinheiro que será necessário para manter o caixa da empresa.

Como observa Gitman (1987):

“Os planos financeiros e orçamentos fornecem roteiros para atingir os objetivos da empresa. Além disso, esses veículos oferecem uma estrutura para coordenar as diversas atividades da empresa e atuam como mecanismo de controle estabelecendo um padrão de desempenho contra o qual é possível avaliar os eventos reais.”

O planejamento financeiro indica caminhos que levam as conquista dos objetivos da empresa, tanto no curto quanto no longo prazo, criando mecanismo de controle que envolva todas as atividades da empresa.
Nota-se que o planejamento financeiro e o controle orçamentário realizado em conjunto possibilitam mudanças táticas rápidas auxiliando o alcance das metas e objetivos estabelecidos. O aumento no percentual de inadimplência ou a dificuldade na obtenção de recursos de terceiros são rapidamente identificados. Um controle financeiro eficaz possibilita a empresa a manter postura proativa em relação a tais eventos.
Através do planejamento financeiro de longo prazo é possível conhecer antecipadamente a insuficiência de recursos financeiros ou o excesso de tais recursos que poderão ser aplicados em algum fundo de investimento.
As entradas e saídas de dinheiro geradas pela própria atividade da empresa são refletidas através do planejamento financeiro em curto prazo. Já o planejamento operacional destina-se a controlar de forma precisa as disponibilidades da empresa, a fim de minimizar encargos financeiros de empréstimos e aumentar os rendimentos das aplicações dos excessos de caixa.
Para uma gestão financeira ser eficaz é preciso que ela esteja sustentada e direcionada por um planejamento de suas disponibilidades. Para isso os administradores necessitam de ferramentas confiáveis que permitam a otimização dos rendimentos de excessos de caixa ou a otimização das necessidades futuras de empréstimos, para que o gestor possa tomar as decisões certas e oportunas.
O crescimento e a sobrevivência de uma empresa é conseqüência do planejamento que envolve o volume de vendas, as margens de lucros que devem remunerar de forma satisfatória o capital investido e o plano de recebimentos e pagamentos intercalados através de uma margem razoável do primeiro para o segundo, garantindo dessa maneira o giro de caixa sem depender de financiamentos. O fluxo de caixa tem-se apresentado como uma das ferramentas mais eficazes na gestão financeira das empresas.

Como afirma Zdanowicz (1998):

“O fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para um determinado período.”

 
O gestor tem a possibilidade de programar e acompanhar os recebimentos e pagamentos de recursos financeiros, de forma que a empresa possa operar seguindo seus objetivos e metas estabelecidas, a curto e longo prazo. A curto prazo para gerenciar o capital de giro e a longo prazo para fins de investimentos.

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